Roda de Jongo do Quilombo São José na Festa de Maio, em 2024, à noite em torno da fogueira. O chão é de barro e em torno da cena está escuro. Homens e mulheres se vestem todos de branco e estão de pés descalços. Um deles toca tambor enquanto os demais batem palmas.

O Jongo

O Jongo

O jongo, também chamado de caxambu ou tambu, é um gênero musical e uma dança de roda cujas matrizes vieram da região africana do Congo-Angola para o Brasil-Colônia com os negros de origem banto, trazidos como escravizados para o trabalho forçado nas fazendas de café situadas nas margens do Vale do Rio Paraíba, interior dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

Até hoje, alguns núcleos familiares de afro-descendentes persistem em manter viva a tradição do jongo. Muitas ainda moram nos bairros rurais e periféricos das pequenas cidades do Vale do Café como Valença, Pinheiral, Barra do Piraí, Piraí e Vassouras.

O jongo influenciou decisivamente o nascimento do samba no Rio de Janeiro. No início do século 20, dançava-se muito o jongo no alto das primeiras favelas pelos fundadores das escolas de samba, antes mesmo do samba nascer e se popularizar.

Devido a sua grande importância histórica e cultural para a formação da identidade brasileira, o Jongo foi reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como patrimônio cultural imaterial brasileiro em 2005.

Conheça tudo sobre o Jongo, os pontos, a festa, a dança, os instrumentos.

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Comunidades

Na região conhecida como Vale do Café, comunidades centenárias mantêm viva até hoje a tradição no jongo, ritmo que surgiu com os seus antepassados escravizados nas senzalas das fazendas de café do período colonial. Passado pelos Mestres destas comunidades de geração em geração, o jongo continua a servir como instrumento de integração, constituição de subjetividades, reforço de laços sociais e territoriais, preservação da memória e luta por direitos e cidadania.

Quem Somos

O Museu do Jongo é um projeto sem fins lucrativos, que contribui no âmbito educacional com a pesquisa e documentação do jongo, auxiliando na preservação da memória afro-brasileira e no fortalecimento da tradição.

Novidades

3º Encontro de Jongos do Vale do Café

No dia 27 de Julho de 2024 aconteceu no Parque das Ruínas, em Pinheiral, o 3º Encontro de Jongos do Vale do Café que reuniu cerca de 400 lideranças quilombolas advindas de 18 comunidades tradicionais de Jongo do Rio de Janeiro e de São Paulo.